Adriano e Ronaldo, que até bem pouco tempo atrás eram dados como pesos inertes, agora já servem para ocupar o comando de ataque da Seleção.
Bastou que ambos anotassem dois gols em suas últimas partidas.
Devagar com o andor. Fazer gols é um - não o principal - parâmetro para se julgar um centroavante. Se não fosse assim, poderíamos considerar o Josiel como o melhor de sua posição no Brasileirão de 2007 - e isso seria um erro.
A euforia com Ronaldo, principalmente, é descabida. Os dois gols de domingo não exigiram do atacante nada além do simples encostar na bola. Qualquer um faria. Antes de nos impressionarmos com os gols marcados pelo Fenômeno, deveríamos antes nos atentar para as tantas jogadas que morrem nos seus pés. Ele não deu - nem vai dar - a tão alardeada volta por cima.
No caso do Adriano, há mais esperança. Seus gols contra o Guaratinguetá deixaram entrever faíscas de habilidade comungadas com a famosa bomba na perna esquerda. Ele pode voltar a ser o Imperador, mesmo porque é jovem. Mas Adriano, nem nos dias dourados, era centroavante para as tradições da seleção.
Continua vaga a camisa nove.
Se eu fosse apostar em alguém para ocupar o trono de Careca, Romário e mesmo do Ronaldo(aquele do final da década de 90), cravaria o Pato, e jamais esses insistentes espectros que, de tempos em tempos, tentam se levantar do passado.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
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Um comentário:
Pato é centroavante?
Luís Fabiano não é forte, alto, habilidoso, cabeça erguida o suficiente para ser o camisa nove? (finaliza com as duas pernas, cabeceia, cria alternativas no ataque, sai da área, movimenta-se)
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