terça-feira, 29 de janeiro de 2008

O Dunga faz justiça

Léo Moura, o Garrincha da lateral-direita, enfim na Seleção.

Ele faz o que bem entende na sua faixa do campo. Beira a genialidade. No entanto, é vítima daquele insuportável clichê do futebol, segundo o qual lateral que apóia bem não sabe marcar.

Cicinho também sofre com esse axioma.

Como Dunga não é sujeito de enxergar além dos velhos modelos, sabemos que a convocação do Léo Moura é simplesmente episódica e não deve se repetir.

Maicon - que raramente acerta um drible ao longo de uma partida, mas notabilizado pela sua "eficiência" -, esse sim se encaixa nos pensamentos do treinador. Tem seu posto garantido.

O tempo faz justiça

Nada como em dia em sucessão ao outro.

O Ronaldo, Fenômeno, já está de fora do time do Milan, porque teve nova contusão muscular.

Nós avisamos que a onda de euforia de duas semanas atrás não tinha razão de ser.

Desde 2005 Ronaldo não emplaca seis partidas seguidas. Até quando as pessoas vão continuar alimentando a esperança de que um dia ele voltará a ser o centroavante de antes?

Ronaldo já era. A rigor, não tem condições nem de jogar no Flamengo. Ele deveria aproveitar o entusiasmo da diretoria rubro-negra para se transferir pro Brasil ainda com status de estrela.

Não demora muito, até seus admiradores mais fervorosos vão ser obrigados a admitir a dura realidade.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

É preciso ter cautela antes de ressuscitar os mortos

Adriano e Ronaldo, que até bem pouco tempo atrás eram dados como pesos inertes, agora já servem para ocupar o comando de ataque da Seleção.

Bastou que ambos anotassem dois gols em suas últimas partidas.

Devagar com o andor. Fazer gols é um - não o principal - parâmetro para se julgar um centroavante. Se não fosse assim, poderíamos considerar o Josiel como o melhor de sua posição no Brasileirão de 2007 - e isso seria um erro.

A euforia com Ronaldo, principalmente, é descabida. Os dois gols de domingo não exigiram do atacante nada além do simples encostar na bola. Qualquer um faria. Antes de nos impressionarmos com os gols marcados pelo Fenômeno, deveríamos antes nos atentar para as tantas jogadas que morrem nos seus pés. Ele não deu - nem vai dar - a tão alardeada volta por cima.

No caso do Adriano, há mais esperança. Seus gols contra o Guaratinguetá deixaram entrever faíscas de habilidade comungadas com a famosa bomba na perna esquerda. Ele pode voltar a ser o Imperador, mesmo porque é jovem. Mas Adriano, nem nos dias dourados, era centroavante para as tradições da seleção.

Continua vaga a camisa nove.

Se eu fosse apostar em alguém para ocupar o trono de Careca, Romário e mesmo do Ronaldo(aquele do final da década de 90), cravaria o Pato, e jamais esses insistentes espectros que, de tempos em tempos, tentam se levantar do passado.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Do que foi visto hoje à noite II

Mais duas constatações acerca desta quarta-feira de abertura do Paulistão.

A Portuguesa tem torcida organizada. E se chama "Leões da Fabulosa".

Incrível como as minorias têm ímpetos megalomaníacos.

Outra coisa: olho no Diogo. O rapaz é do tipo de atacante que o futebol quase não produz mais, daqueles velozes, tão hábeis em preparar para os centroavantes como também na finalização para o gol. O famoso camisa 7.

Torçamos para que ele resista às tentações do mercado ucraniano.

Do que foi visto hoje à noite

Ou a Portuguesa está muito bem arrumada, ou o Santos realmente degringolou de vez.

45 dias depois

O futebol voltou. Já era tempo.

E a temporada de 2008 no Brasil promete ser interessante, não só por se tratar de uma das últimas - haja vista o iminente fim do mundo - mas também porque os times montaram plantéis competitivos, como não faziam há um bom tempo. Talvez reflexo do momento econômico do país.

Três elencos chamam a atenção , em ordem decrescente de poderio: São Paulo, Fluminense e Flamengo. O Palmeiras, com o binômio dinheiro e Luxemburgo (o que não é pouca coisa), vem mais atrás e corre por fora.

Botafogo, Inter e Cruzeiro, apesar de não contarem com craques, têm um grupo coeso e técnicos competentes. Podem aspirar grandes vôos.

Vasco, Corínthians e Santos vão lutar desesperadamente para não confirmar o óbvio: os três caminham de forma inexorável rumo ao abismo.

Somando a tudo isso o fato de que em 2008 não teremos um Pan-Americano inconveniente encalhado no meio da temporada, é possível acreditar sem medo que pinta aí um belo ano de futebol.

Agora, se nada disso se confirmar e os times voltarem a apresentar o péssimo rendimento técnico dos últimos anos, não tem probelma nenhum. A gente continua torcendo do mesmo jeito.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Das disposições gerais

Ainda complementando a postagem anterior e aproveitando para assumir um pacto com o amigo leitor:

Falaremos de futebol.

E jamais de vôlei, ginástica olímpica ou atletismo.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

O pontapé inicial

Falaremos de futebol.

O que significa que falaremos da vida.